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sexta-feira, 23 de maio de 2014

PROVÉRBIOS-36= JÓ-24-25



Não clama porventura a sabedoria, e a inteligência não faz ouvir a sua voz?
No cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas se posta.
Do lado das portas da cidade, à entrada da cidade, e à entrada das portas está gritando:
A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
Entendei, ó simples, a prudência; e vós, insensatos, entendei de coração.
Ouvi, porque falarei coisas excelentes; os meus lábios se abrirão para a eqüidade.
Porque a minha boca proferirá a verdade, e os meus lábios abominam a impiedade.
São justas todas as palavras da minha boca: não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem pervertida.
Todas elas são retas para aquele que as entende bem, e justas para os que acham o conhecimento.
Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido.
Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.
Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos.
O temor do Senhor é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.
Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.
Por mim reinam os reis e os príncipes decretam justiça.
Por mim governam príncipes e nobres; sim, todos os juízes da terra.
Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.
Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça.
Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida.
Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.
Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros.
O Senhor me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.
Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.
Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.
Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada.
Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.
Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,
Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.
Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.
Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.
Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis.
Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada.
Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do Senhor.
Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte.

Provérbios 8:1-36
Visto que do Todo-Poderoso não se encobriram os tempos, por que, os que o conhecem, não vêem os seus dias?
Até os limites removem; roubam os rebanhos, e os apascentam.
Do órfão levam o jumento; tomam em penhor o boi da viúva.
Desviam do caminho os necessitados; e os pobres da terra juntos se escondem.
Eis que, como jumentos monteses no deserto, saem à sua obra, madrugando para a presa; a campina dá mantimento a eles e aos seus filhos.
No campo segam o seu pasto, e vindimam a vinha do ímpio.
Ao nu fazem passar a noite sem roupa, não tendo ele coberta contra o frio.
Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas.
Ao orfãozinho arrancam dos peitos, e tomam o penhor do pobre.
Fazem com que os nus vão sem roupa e aos famintos tiram as espigas.
Dentro das suas paredes espremem o azeite; pisam os lagares, e ainda têm sede.
Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos exclama, e contudo Deus lho não imputa como loucura.
Eles estão entre os que se opõem à luz; não conhecem os seus caminhos, e não permanecem nas suas veredas.
De madrugada se levanta o homicida, mata o pobre e necessitado, e de noite é como o ladrão.
Assim como o olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: Não me verá olho nenhum; e oculta o rosto,
Nas trevas minam as casas, que de dia se marcaram; não conhecem a luz.
Porque a manhã para todos eles é como sombra de morte; pois, sendo conhecidos, sentem os pavores da sombra da morte.
É ligeiro sobre a superfície das águas; maldita é a sua parte sobre a terra; não volta pelo caminho das vinhas.
A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim desfará a sepultura aos que pecaram.
A madre se esquecerá dele, os vermes o comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança dele; e a iniqüidade se quebrará como uma árvore.
Aflige à estéril que não dá à luz, e à viúva não faz bem.
Até aos poderosos arrasta com a sua força; se ele se levanta, não há vida segura.
Se Deus lhes dá descanso, estribam-se nisso; seus olhos porém estão nos caminhos deles.
Por um pouco se exaltam, e logo desaparecem; são abatidos, encerrados como todos os demais; e cortados como as cabeças das espigas.
Se agora não é assim, quem me desmentirá e desfará as minhas razões?

Jó 24:1-25
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