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domingo, 13 de janeiro de 2013

salmos-104 salmos 106


        1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, tu és magnificentíssimo! Estás vestido de honra e de majestade,
2 tu que te cobres de luz como de um manto, que estendes os céus como uma cortina.
3 És tu que pões nas águas os vigamentos da tua morada, que fazes das nuvens o teu carro, que andas sobre as asas do vento;
4 que fazes dos ventos teus mensageiros, dum fogo abrasador os teus ministros.
5 Lançaste os fundamentos da terra, para que ela não fosse abalada em tempo algum.
6 Tu a cobriste do abismo, como dum vestido; as águas estavam sobre as montanhas.
7 Â tua repreensão fugiram; à voz do teu trovão puseram-se em fuga.
8 Elevaram-se as montanhas, desceram os vales, até o lugar que lhes determinaste.
9 Limite lhes traçaste, que não haviam de ultrapassar, para que não tornassem a cobrir a terra.
10 És tu que nos vales fazes rebentar nascentes, que correm entre as colinas.
11 Dão de beber a todos os animais do campo; ali os asnos monteses matam a sua sede.
12 Junto delas habitam as aves dos céus; dentre a ramagem fazem ouvir o seu canto.
13 Da tua alta morada regas os montes; a terra se farta do fruto das tuas obras.
14 Fazes crescer erva para os animais, e a verdura para uso do homem, de sorte que da terra tire o alimento,
15 o vinho que alegra o seu coração, o azeite que faz reluzir o seu rosto, e o pão que lhe fortalece o coração.
16 Saciam-se as árvores do Senhor, os cedros do Líbano que ele plantou,
17 nos quais as aves se aninham, e a cegonha, cuja casa está nos ciprestes.
18 Os altos montes são um refúgio para as cabras montesas, e as rochas para os querogrilos.
19 Designou a lua para marcar as estações; o sol sabe a hora do seu ocaso.
20 Fazes as trevas, e vem a noite, na qual saem todos os animais da selva.
21 Os leões novos os animais bramam pela presa, e de Deus buscam o seu sustento.
22 Quando nasce o sol, logo se recolhem e se deitam nos seus covis.
23 Então sai o homem para a sua lida e para o seu trabalho, até a tarde.
24 Ó Senhor, quão multiformes são as tuas obras! Todas elas as fizeste com sabedoria; a terra está cheia das tuas riquezas.
25 Eis também o vasto e espaçoso mar, no qual se movem seres inumeráveis, animais pequenos e grandes.
26 Ali andam os navios, e o leviatã que formaste para nele folgar.
27 Todos esperam de ti que lhes dês o sustento a seu tempo.
28 Tu lho dás, e eles o recolhem; abres a tua mão, e eles se fartam de bens.
29 Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras a respiração, morrem, e voltam para o seu pó.
30 Envias o teu fôlego, e são criados; e assim renovas a face da terra.
31 Permaneça para sempre a glória do Senhor; regozije-se o Senhor nas suas obras;
32 ele olha para a terra, e ela treme; ele toca nas montanhas, e elas fumegam.
33 Cantarei ao Senhor enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu existir.
34 Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me regozijarei no Senhor.
35 Sejam extirpados da terra os pecadores, e não subsistam mais os ímpios. Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Louvai ao Senhor.


1 Louvai ao Senhor. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.
2 Quem pode referir os poderosos feitos do Senhor, ou anunciar todo o seu louvor?
3 Bem-aventurados os que observam o direito, que praticam a justiça em todos os tempos.
4 Lembra-te de mim, Senhor, quando mostrares favor ao teu povo; visita-me com a tua salvação,
5 para que eu veja a prosperidade dos teus escolhidos, para que me alegre com a alegria da tua nação, e me glorie juntamente com a tua herança.
6 Nós pecamos, como nossos pais; cometemos a iniqüidade, andamos perversamente.
7 Nossos pais não atentaram para as tuas maravilhas no Egito, não se lembraram da multidão das tuas benignidades; antes foram rebeldes contra o Altíssimo junto ao Mar Vermelho.
8 Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder.
9 Pois repreendeu o Mar Vermelho e este se secou; e os fez caminhar pelos abismos como pelo deserto.
10 Salvou-os da mão do adversário, livrou-os do poder do inimigo.
11 As águas, porém, cobriram os seus adversários; nem um só deles ficou.
12 Então creram nas palavras dele e cantaram-lhe louvor.
13 Cedo, porém, se esqueceram das suas obras; não esperaram pelo seu conselho;
14 mas deixaram-se levar pela cobiça no deserto, e tentaram a Deus no ermo.
15 E ele lhes deu o que pediram, mas fê-los definhar de doença.
16 Tiveram inveja de Moisés no acampamento, e de Arão, o santo do Senhor.
17 Abriu-se a terra, e engoliu a Datã, e cobriu a companhia de Abirão;
18 ateou-se um fogo no meio da congregação; e chama abrasou os ímpios.
19 Fizeram um bezerro em Horebe, e adoraram uma imagem de fundição.
20 Assim trocaram a sua glória pela figura de um boi que come erva.
21 Esqueceram-se de Deus seu Salvador, que fizera grandes coisas no Egito,
22 maravilhas na terra de Cão, coisas tremendas junto ao Mar Vermelho.
23 Pelo que os teria destruído, como dissera, se Moisés, seu escolhido, não se tivesse interposto diante dele, para desviar a sua indignação, a fim de que não os destruísse.
24 Também desprezaram a terra aprazível; não confiaram na sua promessa;
25 antes murmuraram em suas tendas e não deram ouvidos à voz do Senhor.
26 Pelo que levantou a sua mão contra eles, afirmando que os faria cair no deserto;
27 que dispersaria também a sua descendência entre as nações, e os espalharia pelas terras.
28 Também se apegaram a Baal-Peor, e comeram sacrifícios oferecidos aos mortos.
29 Assim o provocaram à ira com as suas ações; e uma praga rebentou entre eles.
30 Então se levantou Finéias, que executou o juízo; e cessou aquela praga.
31 E isto lhe foi imputado como justiça, de geração em geração, para sempre.
32 Indignaram-no também junto às águas de Meribá, de sorte que sucedeu mal a Moisés por causa deles;
33 porque amarguraram o seu espírito; e ele falou imprudentemente com seus lábios.
34 Não destruíram os povos, como o Senhor lhes ordenara;
35 antes se misturaram com as nações, e aprenderam as suas obras.
36 Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço;
37 sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios;
38 e derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e de suas filhas, que eles sacrificaram aos ídolos de Canaã; e a terra foi manchada com sangue.
39 Assim se contaminaram com as suas obras, e se prostituíram pelos seus feitos.
40 Pelo que se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, de modo que abominou a sua herança;
41 entregou-os nas mãos das nações, e aqueles que os odiavam dominavam sobre eles.
42 Os seus inimigos os oprimiram, e debaixo das mãos destes foram eles humilhados.
43 Muitas vezes os livrou; mas eles foram rebeldes nos seus desígnios, e foram abatidos pela sua iniqüidade.
44 Contudo, atentou para a sua aflição, quando ouviu o seu clamor;
45 e a favor deles lembrou-se do seu pacto, e aplacou-se, segundo a abundância da sua benignidade.
46 Por isso fez com que obtivessem compaixão da parte daqueles que os levaram cativos.
47 Salva-nos, Senhor, nosso Deus, e congrega-nos dentre as nações, para que louvemos o teu santo nome, e nos gloriemos no teu louvor.
48 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de eternidade em eternidade! E diga todo o povo: Amém. Louvai ao Senhor.
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