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sábado, 25 de janeiro de 2014

2-crônicas-20-1samuel-12


Jeosafá derrota Moabe e Amom

1 Depois disso, os moabitas e os amonitas, com alguns dos meunitas, entraram em guerra contra Josafá.
2 Então informaram a Josafá: "Um exército enor­me vem contra ti de Edom, do outro lado do mar Morto. Já está em Hazazom-Tamar, isto é, En-Gedi".
3 Alarmado, Josafá decidiu con­sultar o Senhor e proclamou um jejum em todo o reino de Judá.
4 Reuniu-se, pois, o povo vindo de todas as cidades de Judá para bus­car a ajuda do Senhor.
5 Josafá levantou-se na assembleia de Judá e de Jerusalém, no templo do Senhor, na frente do pátio novo,
6 e orou:
7 Não és tu o nos­so Deus, que expulsaste os habitantes desta terra perante Israel, o teu povo, e a deste para sempre aos descendentes do teu amigo Abraão?
8 Eles a têm habitado e nela cons­truíram um santuário em honra ao teu nome, dizendo:
9 'Se alguma desgraça nos atingir, seja o castigo da espada, seja a peste, seja a fome, nós nos colocaremos em tua presença diante deste templo, pois ele leva o teu nome, e clamaremos a ti em nossa angústia, e tu nos ouvirás e nos salvarás'.
10 "Mas agora, aí estão amonitas, moabitas e habitantes dos montes de Seir, cujos territórios não permitiste que Israel invadisse quan­do vinha do Egito; por isso os israelitas se desviaram deles e não os destruíram.
11 Vê agora como estão nos retribuindo, ao virem expulsar-nos da terra que nos deste por herança.
12 Ó nos­so Deus, não irás tu julgá-los? Pois não temos força para enfrentar esse exército imen­so que vem nos atacar. Não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos se voltam para ti".
13 Todos os homens de Judá, com suas mulheres e seus filhos, até os de colo, estavam ali em pé, diante do Senhor.
14 Então o Espírito do Senhor veio sobre Jaaziel, filho de Zacarias, neto de Benaia, bisneto de Jeiel e trineto de Matanias, levita e descendente de Asafe, no meio da assembleia.
15 Ele disse: "Escutem, todos os que vivem em Judá e em Jerusalém e o rei Josafá! Assim diz o Senhor a vocês; 'Não tenham medo nem fiquem desanimados por causa desse exér­cito enor­me. Pois a batalha não é de vocês, mas de Deus.
16 Ama­nhã, desçam contra eles. Eis que virão pela subida de Ziz, e vocês os encontrarão no fim do vale, em frente do deserto de Jeruel.
17 Vo­cês não precisarão lutar nessa batalha. Tomem suas posições, permaneçam firmes e vejam o livramento que o Senhor dará, ó Judá, ó Jerusalém. Não tenham medo nem desanimem. Saiam para enfrentá-los ama­nhã, e o Senhor estará com vocês' ".
18 Josafá prostrou-se com o rosto em terra, e todo o povo de Judá e de Jerusalém prostrou-se em adoração perante o Senhor.
19 En­tão os levitas descendentes dos coatitas e dos coreítas levantaram-se e louvaram o Senhor, o Deus de Israel, em alta voz.
20 De madrugada partiram para o deserto de Tecoa. Quando estavam saindo, Josafá lhes disse: "Escutem-me, Judá e povo de Jerusalém! Tenham fé no Senhor, o seu Deus, e vocês serão sustentados; tenham fé nos profetas do Senhor, e terão a vitória".
21 Depois de consultar o povo, Josafá nomeou alguns homens para cantarem ao Senhor e o louvarem pelo esplendor de sua santidade, indo à frente do exército, cantando:
"Deem graças ao Senhor,
pois o seu amor dura para sempre".
22 Quando começaram a cantar e a entoar louvores, o Senhor preparou emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e dos montes de Seir, que estavam invadindo Judá, e eles foram derrotados.
23 Os amonitas e os moabitas atacaram os dos montes de Seir para destruí-los e aniquilá-los. Depois de massacrarem os ho­mens de Seir, destruíram-se uns aos outros.
24 Quando os homens de Judá foram para o lugar de onde se avista o deserto e olha­ram para o imenso exército, viram somente cadáveres no chão; ninguém havia escapado.
25 Então Josafá e os seus soldados foram saquear os cadáveres e encontraram entre eles grande quantidade de equipamentos e de roupas e também objetos de valor; passaram três dias saqueando, mas havia mais do que eram capazes de levar.
26 No quarto dia eles se reuniram no vale de Beraca, onde louvaram o Senhor. Por isso até hoje esse lugar é chamado vale de Beraca.
27 Depois, sob a liderança de Josafá, todos os homens de Judá e de Jerusalém voltaram alegres para Jerusalém, pois o Senhor os enchera de alegria, dando-lhes vitória sobre os seus inimigos.
28 Entra­ram em Jerusalém e foram ao templo do Senhor, ao som de liras, harpas e cornetas.
29 O temor de Deus veio sobre todas as nações, quando souberam como o Senhor havia lutado contra os inimigos de Israel.
30 E o reino de Josafá manteve-se em paz, pois o seu Deus lhe concedeu paz em todas as suas fronteiras.

O fim do reino de Jeosafá

31 Assim Josafá reinou sobre Judá. Ele tinha trinta e cinco anos de idade quando se tornou rei e reinou vinte e cinco anos em Jerusalém. O nome da sua mãe era Azuba, filha de Sili.
32 Ele andou nos caminhos de Asa, seu pai, e não se desviou deles; fez o que o Senhor apro­va.
33 Con­tudo, não acabou com os altares idólatras, e o povo ainda não havia firmado o coração no Deus dos seus antepassados.
34 Os demais acontecimentos do reinado de Josafá, do início ao fim, estão escritos nos relatos de Jeú, filho de Hanani, e foram incluídos nos registros históricos dos reis de Israel.
35 Posteriormente, Josafá, rei de Judá, fez um tratado com Acazias, rei de Israel, que tinha vida ímpia.
36 Era um tratado para a cons­trução de navios mercantes. Depois de serem construídos os navios em Eziom-Geber,
37 Elié­zer, filho de Dodava de Maressa, profetizou contra Josafá, dizendo: "Por haver feito um tratado com Acazias, o Senhor destruirá o que você fez". Assim, os navios naufragaram e não se pôde cumprir o tratado comercial.



O discurso de Samuel

1 Samuel disse a todo o Israel: "Atendi a tudo o que vocês me pediram e estabeleci um rei para vocês.
2 Agora vocês têm um rei que os governará. Quanto a mim, estou velho e de cabelos brancos, e meus filhos estão aqui com vocês. Tenho vivido diante de vocês desde a minha juventude até agora.
3 Aqui estou. Se tomei um boi ou um jumento de alguém, ou se explorei ou oprimi alguém, ou se das mãos de alguém aceitei suborno, fechando os olhos para a sua culpa, testemunhem contra mim na presença do Senhor e do seu ungido. Se alguma dessas coisas pratiquei, eu farei restituição".
4 E responderam: "Tu não nos exploraste nem nos oprimiste. Tu não tiraste coisa alguma das mãos de ninguém".
5 Samuel lhes disse: "O Senhor é testemunha diante de vocês, como também o seu ungido é hoje testemunha, de que vocês não encontraram culpa alguma em minhas mãos".
E disseram: "Ele é testemunha".
6 Então Samuel disse ao povo: "O Senhor designou Moisés e Arão e tirou os seus antepassados do Egito.
7 Agora, pois, fiquem aqui, porque vou entrar em julgamento com vocês perante o Senhor, com base nos atos justos realizados pelo Senhor em favor de vocês e dos seus antepassados.
8 "Depois que Jacó entrou no Egito, eles clamaram ao Senhor, e ele enviou Moisés e Arão para tirar os seus antepassados do Egito e os estabelecer neste lugar.
9 "Seus antepassados, porém, se esqueceram do Senhor seu Deus; então ele os vendeu a Sísera, o comandante do exército de Hazor, aos filisteus e ao rei de Moabe, que lutaram contra eles.
10 Eles clamaram ao Senhor, dizendo: 'Pecamos, abandonando o Senhor e prestando culto aos baalins e aos postes sagrados. Agora, porém, liberta-nos das mãos dos nossos inimigos, e nós prestaremos culto a ti'.
11 Então o Senhor enviou Jerubaal, Baraque, Jefté e Samuel, e os libertou das mãos dos inimigos que os rodeavam, de modo que vocês viveram em segurança.
12 "Quando porém, vocês viram que Naás, rei dos amonitas, estava avançando contra vocês, me disseram: 'Não! Escolha um rei para nós', embora o Senhor, o seu Deus, fosse o rei.
13 Agora, aqui está o rei que vocês escolheram, aquele que vocês pediram; o Senhor deu um rei a vocês.
14 Se vocês temerem, servirem, obedecerem ao Senhor e não se rebelarem contra suas ordens e se vocês e o rei que reinar sobre vocês seguirem o Senhor, o seu Deus, tudo irá bem a vocês!
15 Todavia, se vocês desobedecerem ao Senhor e se rebelarem contra o seu mandamento, sua mão se oporá a vocês da mesma forma como se opôs aos seus antepassados.
16 "Agora, preparem-se para ver este grande feito que o Senhor vai realizar diante de vocês!
17 Não estamos na época da colheita do trigo? Pedirei ao Senhor que envie trovões e chuva para que vocês reconheçam que fizeram o que o Senhor reprova totalmente, quando pediram um rei".
18 Então Samuel clamou ao Senhor, e naquele mesmo dia o Senhor enviou trovões e chuva. E assim todo o povo temeu grandemente ao Senhor e a Samuel.
19 E todo o povo disse a Samuel: "Ora ao Senhor, o teu Deus, em favor dos teus servos, para que não morramos, pois a todos os nossos pecados acrescentamos o mal de pedir um rei".
20 Respondeu Samuel: "Não tenham medo. De fato, vocês fizeram todo esse mal. Contudo, não deixem de seguir o Senhor, mas sirvam ao Senhor de todo o coração.
21 Não se desviem, para seguir ídolos inúteis, que de nada valem nem podem livrá-los, pois são inúteis.
22 Por causa de seu grande nome, o Senhor não os rejeitará, pois o Senhor teve prazer em torná-los o seu próprio povo.
23 E longe de mim esteja pecar contra o Senhor, deixando de orar por vocês. Também ensinarei a vocês o caminho que é bom e direito.
24 Somente temam ao Senhor e sirvam a ele fielmente de todo o coração; e considerem as grandes coisas que ele tem feito por vocês.
25 Todavia, se insistirem em fazer o mal, vocês e o seu rei serão destruídos".

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

ROMANOS-7-JÓ-4;1-21


Não sabeis vós, irmãos (pois que falo aos que sabem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem por todo o tempo que vive?
Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.
De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido.
Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus.
Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.
Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.
Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado.
E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri.
E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte.
Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou.
E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom.
Logo tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.
Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.
E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.
De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado.

Romanos 7:1-25
Então respondeu Elifaz o temanita, e disse:
Se intentarmos falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderia conter as palavras?
Eis que ensinaste a muitos, e tens fortalecido as mãos fracas.
As tuas palavras firmaram os que tropeçavam e os joelhos desfalecentes tens fortalecido.
Mas agora, que se trata de ti, te enfadas; e tocando-te a ti, te perturbas.
Porventura não é o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a integridade dos teus caminhos?
Lembra-te agora qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?
Segundo eu tenho visto, os que lavram iniqüidade, e semeiam mal, segam o mesmo.
Com o hálito de Deus perecem; e com o sopro da sua ira se consomem.
O rugido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebram.
Perece o leão velho, porque não tem presa; e os filhos da leoa andam dispersos.
Uma coisa me foi trazida em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela.
Entre pensamentos vindos de visões da noite, quando cai sobre os homens o sono profundo,
Sobrevieram-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram.
Então um espírito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabelos da minha carne.
Parou ele, porém não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos; houve silêncio, e ouvi uma voz que dizia:
Seria porventura o homem mais justo do que Deus? Seria porventura o homem mais puro do que o seu Criador?
Eis que ele não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura;
Quanto menos àqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são esmagados como a traça!
Desde a manhã até à tarde são despedaçados; e eternamente perecem sem que disso se faça caso.
Porventura não passa com eles a sua excelência? Morrem, mas sem sabedoria.

Jó 4:1-21

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

JEREMIAS-20 SALMOS 12


Jeremias e Pasur

1 Quando o sacerdote Pasur, filho de Imer, o mais alto oficial do templo do Senhor, ouviu Jeremias profetizando essas coisas,
2 mandou espancar o profeta e prendê-lo no tronco que havia junto à porta Superior de Benjamim, no templo do Senhor.
3 Na manhã seguinte, quando Pasur mandou soltá-lo do tronco, Jeremias lhe disse: "O Senhor já não o chama Pasur, e sim Magor-Missabibe.
4 Pois assim diz o Senhor: 'Farei de você um terror para você mesmo e para todos os seus amigos: você verá com os próprios olhos quando eles forem mortos à espada dos seus inimigos. Entregarei todo o povo de Judá nas mãos do rei da Babilônia, que os levará para a Babilônia e os matará à espada.
5 Eu entregarei nas mãos dos seus inimigos toda a riqueza desta cidade: toda a sua produção, todos os seus bens de valor e todos os tesouros dos reis de Judá. Levarão tudo como despojo para a Babilônia.
6 E você, Pasur, e todos os que vivem em sua casa irão para o exílio, para a Babilônia. Lá vocês morrerão e serão sepultados, você e todos os seus amigos a quem você tem profetizado mentiras' ".

Jeremias queixa-se

7 Senhor, tu me enganaste,
e eu fui enganado;
foste mais forte
do que eu e prevaleceste.
Sou ridicularizado o dia inteiro;
todos zombam de mim.
8 Sempre que falo
é para gritar que há
violência e destruição.
Por isso a palavra do Senhor
trouxe-me insulto e censura
o tempo todo.
9 Mas, se eu digo: "Não o mencionarei
nem mais falarei em seu nome",
é como se um fogo ardesse
em meu coração,
um fogo dentro de mim.
Estou exausto tentando contê-lo;
já não posso mais!
10 Ouço muitos comentando:
"Terror por todos os lados!
Denunciem-no! Vamos denunciá-lo!"
Todos os meus amigos estão esperando
que eu tropece, e dizem:
"Talvez ele se deixe enganar;
então nós o venceremos
e nos vingaremos dele".
11 Mas o Senhor está comigo,
como um forte guerreiro!
Portanto, aqueles que me perseguem
tropeçarão e não prevalecerão.
O seu fracasso lhes trará
completa vergonha;
a sua desonra jamais será esquecida.
12 Ó Senhor dos Exércitos,
tu que examinas o justo
e vês o coração e a mente,
deixa-me ver a tua vingança sobre eles,
pois a ti expus a minha causa.
13 Cantem ao Senhor!
Louvem o Senhor!
Porque ele salva o pobre
das mãos dos ímpios.
14 Maldito seja o dia em que eu nasci!
Jamais seja abençoado o dia
em que minha mãe me deu à luz!
15 Maldito seja o homem
que levou a notícia a meu pai
e o deixou muito alegre quando disse:
"Você é pai de um menino!"
16 Seja aquele homem
como as cidades
que o Senhor destruiu sem piedade.
Que ele ouça gritos de socorro
pela manhã
e gritos de guerra ao meio-dia;
17 mas Deus não me matou no ventre materno
nem fez da minha mãe o meu túmulo,
e tampouco a deixou
permanentemente grávida.
18 Por que saí do ventre materno?
Só para ver dificuldades e tristezas,
e terminar os meus dias
na maior decepção?
1 Salva-nos, Senhor!
Já não há quem seja fiel;
já não se confia em ninguém entre os homens.
2 Cada um mente ao seu próximo;
seus lábios bajuladores falam
com segundas intenções.
3 Que o Senhor corte
todos os lábios bajuladores
e a língua arrogante
4 dos que dizem:
"Venceremos graças à nossa língua;
somos donos dos nossos lábios!
Quem é senhor sobre nós?"
5 "Por causa da opressão do necessitado
e do gemido do pobre, agora me levantarei",
diz o Senhor.
"Eu lhes darei a segurança que tanto an­seiam."
6 As palavras do Senhor são puras,
são como prata purificada num forno,
sete vezes refinada.
7 Senhor, tu nos guardarás seguros,
e dessa gente nos protegerás para sempre.
8 Os ímpios andam altivos por toda parte,
quando a corrupção é exaltada entre os ho­mens.

LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS 4 - JÓ-13


1 Como o ouro perdeu o brilho!
Como o ouro fino ficou embaçado!
As pedras sagradas estão espalhadas
pelas esquinas de todas as ruas.
2 Como os preciosos filhos de Sião,
que antes valiam seu peso em ouro,
hoje são considerados como vasos de barro,
obra das mãos de um oleiro!
3 Até os chacais oferecem o peito
para amamentar os seus filhotes,
mas o meu povo não tem mais coração;
é como as avestruzes do deserto.
4 De tanta sede, a língua dos bebês
gruda no céu da boca;
as crianças imploram pelo pão,
mas ninguém as atende.
5 Aqueles que costumavam comer comidas finas
passam necessidade nas ruas.
Aqueles que se adornavam de púrpura
hoje estão prostrados
sobre montes de cinza.
6 A punição do meu povo
é maior que a de Sodoma,
que foi destruída num instante
sem que ninguém a socorresse.
7 Seus príncipes eram mais brilhantes
que a neve,
mais brancos do que o leite;
e tinham a pele mais rosada que rubis;
e sua aparência lembrava safiras.
8 Mas agora estão mais negros do que o carvão;
não são reconhecidos nas ruas.
Sua pele enrugou-se sobre os seus ossos;
agora parecem madeira seca.
9 Os que foram mortos à espada
estão melhor do que os que morreram de fome,
os quais, tendo sido torturados pela fome,
definham pela falta de produção
das lavouras.
10 Com as próprias mãos,
mulheres bondosas
cozinharam seus próprios filhos,
que se tornaram sua comida
quando o meu povo foi destruído.
11 O Senhor deu vazão total à sua ira;
derramou a sua grande fúria.
Ele acendeu em Sião um fogo
que consumiu os seus alicerces.
12 Os reis da terra e os povos de todo o mundo
não acreditavam
que os inimigos
e os adversários pudessem entrar
pelas portas de Jerusalém.
13 Dentro da cidade foi derramado
o sangue dos justos,
por causa do pecado dos seus profetas
e das maldades dos seus sacerdotes.
14 Hoje eles tateiam pelas ruas como cegos,
e tão sujos de sangue estão
que ninguém ousa tocar em suas vestes.
15 "Vocês estão imundos!",
o povo grita para eles.
"Afastem-se! Não nos toquem!"
Quando eles fogem e andam errantes,
os povos das outras nações dizem:
"Aqui eles não podem habitar".
16 O próprio Senhor os espalhou;
ele já não cuida deles.
Ninguém honra os sacerdotes
nem respeita os líderes.
17 Nossos olhos estão cansados
de buscar ajuda em vão;
de nossas torres ficávamos à espera
de uma nação que não podia salvar-nos.
18 Cada passo nosso era vigiado;
nem podíamos caminhar
por nossas ruas.
Nosso fim estava próximo,
nossos dias estavam contados;
o nosso fim já havia chegado.
19 Nossos perseguidores eram mais velozes
que as águias nos céus;
perseguiam-nos por sobre as montanhas,
ficavam de tocaia contra nós no deserto.
20 O ungido do Senhor,
o próprio fôlego da nossa vida,
foi capturado em suas armadilhas.
E nós que pensávamos que sob
a sua sombra viveríamos entre as nações!
21 Alegre-se e exulte, ó terra de Edom,
você que vive na terra de Uz.
Mas a você também será servido o cálice:
você será embriagada
e as suas roupas serão arrancadas.
22 Ó cidade de Sião, o seu castigo terminará;
o Senhor não prolongará o seu exílio.
Mas você, ó terra de Edom, ele punirá o seu pecado
e porá à mostra a sua perversidade.
1 "Meus olhos viram tudo isso,
meus ouvidos o ouviram
e entenderam.
2 O que vocês sabem, eu também sei;
não sou inferior a vocês.
3 Mas desejo falar ao Todo-poderoso
e defender a minha causa
diante de Deus.
4 Vocês, porém, me difamam
com mentiras;
todos vocês são médicos
que de nada valem!
5 Se tão somente ficassem calados,
mostrariam sabedoria.
6 Escutem agora o meu argumento;
prestem atenção à réplica
de meus lábios.
7 Vocês vão falar com maldade
em nome de Deus?
Vão falar enganosamente a favor dele?
8 Vão revelar parcialidade por ele?
Vão defender a causa a favor de Deus?
9 Tudo iria bem se ele os examinasse?
Vocês conseguiriam enganá-lo
como podem enganar os homens?
10 Com certeza ele os repreenderia
se, no íntimo, vocês fossem parciais.
11 O esplendor dele
não os aterrorizaria?
O pavor dele não cairia sobre vocês?
12 As máximas que vocês citam
são provérbios de cinza;
suas defesas não passam de barro.
13 "Aquietem-se e deixem-me falar,
e aconteça comigo o que acontecer.
14 Por que me ponho em perigo
e tomo a minha vida
em minhas mãos?
15 Embora ele me mate,
ainda assim esperarei nele;
certo é que defenderei
os meus caminhos diante dele.
16 Aliás, será essa a minha libertação,
pois nenhum ímpio ousaria
apresentar-se a ele!
17 Escutem atentamente
as minhas palavras;
que os seus ouvidos
acolham o que eu digo.
18 Agora que preparei a minha defesa,
sei que serei justificado.
19 Haverá quem me acuse?
Se houver, ficarei calado e morrerei.
20 "Concede-me
só estas duas coisas, ó Deus,
e não me esconderei de ti:
21 Afasta de mim a tua mão
e não mais me assustes
com os teus terrores.
22 Chama-me, e eu responderei,
ou deixa-me falar, e tu responderás.
23 Quantos erros e pecados cometi?
Mostra-me a minha falta
e o meu pecado.
24 Por que escondes o teu rosto
e me consideras teu inimigo?
25 Atormentarás uma folha
levada pelo vento?
Perseguirás a palha?
26 Pois fazes constar contra mim
coisas amargas
e me fazes herdar os pecados
da minha juventude.
27 Acorrentas os meus pés
e vigias todos os meus caminhos,
pondo limites aos meus passos.
28 "Assim o homem se consome
como coisa podre,
como a roupa que a traça vai roendo.