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domingo, 7 de dezembro de 2014

Artaxerxes envia Neemias a Jerusalém

1 No mês de nisã do vigésimo ano do rei Artaxerxes, na hora de servir-lhe o vinho, levei-o ao rei. Nunca antes eu tinha estado triste na presença dele;
2 por isso o rei me perguntou: "Por que o seu rosto parece tão triste se você não está doente? Essa tristeza só pode ser do coração!"
Com muito medo,
3 eu disse ao rei: Que o rei viva para sempre! Como não estaria triste o meu rosto se a cidade em que estão sepultados os meus pais está em ruínas e as suas portas foram destruídas pelo fogo?
4 O rei me disse: "O que você gostaria de pedir?"
Então orei ao Deus dos céus 
5 e res­pondi ao rei: Se for do agrado do rei e se o seu servo puder contar com a sua benevolência, que ele me deixe ir à cidade onde meus pais estão enterrados, em Judá, para que eu possa reconstruí-la.
6 Então o rei, estando presente a rainha, sentada ao seu lado, perguntou-me: "Quanto tempo levará a viagem? Quando você voltará?" Marquei um prazo com o rei, e ele concordou que eu fosse.
7 A seguir, acrescentei: Se for do agrado do rei, eu poderia levar cartas do rei aos governa­dores do Trans-Eufrates para que me deixem passar até chegar a Judá.
8 E também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, para que ele me forneça madeira para as portas da cidadela que fica junto ao templo, para os muros da cidade e para a residência que irei ocupar. Visto que a bondosa mão de Deus estava sobre mim, o rei atendeu os meus pedidos.
9 Com isso fui aos governadores do Trans-Eufrates e lhes entreguei as cartas do rei. Acompanhou-me uma escolta de oficiais do exército e de cavaleiros que o rei enviou comigo.
10 Sambalate, o horonita, e Tobias, o oficial amonita, ficaram muito irritados quan­do viram que havia gente interessada no bem dos israelitas.

Neemias inspecciona as muralhas de Jerusalém

11 Cheguei a Jerusalém e, depois de três dias de permanência ali,
12 saí de noite com alguns dos meus amigos. Eu não havia conta­do a ninguém o que o meu Deus havia posto em meu coração que eu fizesse por Jerusalém. Não levava nenhum outro animal além daque­le em que eu estava montado.
13 De noite saí pela porta do Vale na direção da fonte do Dragão e da porta do Esterco, examinando o muro de Jerusalém, que havia sido derrubado e suas portas, que haviam sido destruídas pelo fogo.
14 Fui até a porta da Fonte e do tanque do Rei, mas ali não havia espaço para o meu animal passar;
15 por isso subi o vale, ainda de noite, examinando o muro. Finalmente voltei e tornei a entrar pela porta do Vale.
16 Os oficiais não sabiam aonde eu tinha ido ou o que eu estava fazendo, pois até então eu não tinha dito nada aos judeus, aos sacerdotes, aos nobres, aos oficiais e aos outros que iriam realizar a obra.
17 Então eu lhes disse: Vejam a situação terrível em que estamos: Jerusalém está em ruínas, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Venham, vamos recons­truir os muros de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante.
18 Tam­bém lhes contei como Deus tinha sido bondoso comigo e o que o rei me tinha dito.
Eles responderam: "Sim, vamos come­çar a reconstrução". E se encheram de coragem para a realização desse bom projeto.
19 Quando, porém, Sambalate, o horonita, Tobias, o oficial amonita, e Gesém, o árabe, souberam disso, zombaram de nós, desprezaram-nos e perguntaram: "O que vocês estão fazendo? Estão se rebelando contra o rei?"
20 Eu lhes respondi: O Deus dos céus fará que sejamos bem-sucedidos. Nós, os seus servos, começaremos a reconstrução, mas, no que lhes diz respeito, vocês não têm parte nem direito legal sobre Jerusalém, e em sua história não há nada de memorável que favo­reça vocês!


sábado, 6 de dezembro de 2014

A CHAMADA DE ABRÃO

A chamada de Abrão

1 Então o Senhor disse a Abrão: "Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mos­trarei.
2 "Farei de você um grande povo,
e o abençoarei.
Tornarei famoso o seu nome,
e você será uma bênção.
3 Abençoarei os que o abençoarem
e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem;
e por meio de você
todos os povos da terra
serão aben­çoados".
4 Partiu Abrão, como lhe ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Abrão tinha setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 
  Levou sua mulher Sarai, seu sobrinho Ló, todos os bens que haviam acumulado e os seus servos, com­prados em Harã; partiram para a terra de Canaã e lá chega­ram.
6 Abrão atravessou a terra até o lugar do carvalho de Moré, em Siquém. Naque­la época, os cananeus habitavam essa terra.
7 O Senhor apa­receu a Abrão e disse: "À sua descendência darei esta terra". Abrão cons­truiu ali um altar dedicado ao Senhor, que lhe havia aparecido.
8 Dali prosseguiu em direção às colinas a leste de Betel, onde armou acampa­mento, tendo Betel a oeste e Ai a leste. Constru­iu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor.
9 Depois Abrão partiu e pros­seguiu em direção ao Neguebe.
Abrão no Egito

Abrão no Egipto

10 Houve fome naquela terra, e Abrão des­ceu ao Egito para ali viver algum tempo, pois a fome era rigorosa.
11 Quando estava chegando ao Egito, disse a Sarai, sua mulher: "Bem sei que você é bonita.
12 Quando os egípcios a virem, dirão: 'Esta é a mulher dele'. E me matarão, mas dei­xarão você viva.
13 Diga que é minha irmã, para que me tratem bem por amor a você e mi­nha vida seja poupada por sua causa".
14 Quando Abrão chegou ao Egito, viram os egípcios que Sarai era uma mulher muito bonita.
15 Vendo-a, os homens da corte do faraó a elogiaram diante do faraó, e ela foi levada ao seu palácio.
16 Ele tratou bem a Abrão por causa dela, e Abrão recebeu ovelhas e bois, jumentos e jumentas, servos e servas, e camelos.
17 Mas o Senhor puniu o faraó e sua corte com graves doenças, por causa de Sarai, mulher de A­brão.
18 Por isso o faraó mandou chamar Abrão e disse: "O que você fez comigo? Por que não me falou que ela era sua mulher?
19 Por que disse que era sua irmã? Foi por isso que eu a tomei para ser minha mulher. Aí está a sua mu­lher. Tome-a e vá!"
20 A seguir o faraó deu or­dens para que providenciassem o necessário para que Abrão partisse com sua mulher e com tudo o que possuía.

domingo, 23 de novembro de 2014

Mateus-13

A parábola do semeador

1 Naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa e assentou-se à beira-mar.
2 Reuniu-se ao seu redor uma multidão tão grande que, por isso, ele entrou num barco e assentou-se. Ao povo reunido na praia
3 Jesus falou muitas coisas por parábolas, dizendo: "O semeador saiu a semear.
4 Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram. 

5 Parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, e logo brotou, porque a terra não era profunda.
6 Mas, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz.
7 Outra parte caiu no meio dos espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas.
8 Outra ainda caiu em boa terra, deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um.
9 Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça!"
10 Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: "Por que falas ao povo por parábolas?"
11 Ele respondeu: "A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não.
12 A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado.
13 Por essa razão eu lhes falo por parábolas:
" 'Porque vendo, eles não veem
e, ouvindo, não ouvem
nem entendem'.
14 Neles se cumpre a profecia de Isaías:
" 'Ainda que estejam sempre ouvindo,
vocês nunca entenderão;
ainda que estejam sempre vendo,
jamais perceberão.
15 Pois o coração deste povo
se tornou insensível;
de má vontade
ouviram com os seus ouvidos,
e fecharam os seus olhos.
Se assim não fosse,
poderiam ver com os olhos,
ouvir com os ouvidos,
entender com o coração
e converter-se,
e eu os curaria'.
16 Mas felizes são os olhos de vocês, porque veem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem.
17 Pois eu digo a verdade: Muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram, e ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram.
18 "Portanto, ouçam o que significa a parábola do semeador:
19 Quando alguém ouve a mensagem do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração. Esse é o caso da semente que caiu à beira do caminho.
20 Quanto à semente que caiu em terreno pedregoso, esse é o caso daquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria.
21 Todavia, visto que não tem raiz em si mesmo, permanece pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona.
22 Quanto à semente que caiu no meio dos espinhos, esse é o caso daquele que ouve a palavra, mas a preocupação desta vida e o engano das riquezas a sufocam, tornando-a infrutífera.
23 E quanto à semente que caiu em boa terra, esse é o caso daquele que ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um".

A ilustração do joio

24 Jesus lhes contou outra parábola, dizendo: "O Reino dos céus é como um homem que semeou boa semente em seu campo.
25 Mas enquanto todos dormiam, veio o seu inimigo e semeou o joio no meio do trigo e se foi.
26 Quando o trigo brotou e formou espigas, o joio também apareceu.
27 "Os servos do dono do campo dirigiram-se a ele e disseram: 'O senhor não semeou boa semente em seu campo? Então, de onde veio o joio?'
28 " 'Um inimigo fez isso', respondeu ele.
"Os servos lhe perguntaram: 'O senhor quer que o tiremos?'
29 "Ele respondeu: 'Não, porque, ao tirar o joio, vocês poderiam arrancar com ele o trigo.
30 Deixem que cresçam juntos até a colheita. Então direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro' ".

A ilustração da semente de mostarda e do fermento

31 E contou-lhes outra parábola: "O Reino dos céus é como um grão de mostarda que um homem plantou em seu campo.
32 Embora seja a menor entre todas as sementes, quando cresce, torna-se uma das maiores plantas e atinge a altura de uma árvore, de modo que as aves do céu vêm fazer os seus ninhos em seus ramos".
33 E contou-lhes ainda outra parábola: "O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada".
34 Jesus falou todas estas coisas à multidão por parábolas. Nada lhes dizia sem usar alguma parábola,
35 cumprindo-se, assim, o que fora dito pelo profeta:
"Abrirei minha boca
em parábolas,
proclamarei coisas ocultas
desde a criação do mundo".

Explicação da ilustração do joio

36 Então ele deixou a multidão e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e pediram: "Explica-nos a parábola do joio no campo".
37 Ele respondeu: "Aquele que semeou a boa semente é o Filho do homem.
38 O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno,
39 e o inimigo que o semeia é o Diabo. A colheita é o fim desta era, e os encarregados da colheita são anjos.
40 "Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era.
41 O Filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz cair no pecado e todos os que praticam o mal.
42 Eles os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.
43 Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça.

A ilustração do tesouro escondido e da pérola

44 "O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.
45 "O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas.
46 Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou.

A ilustração da rede

47 "O Reino dos céus é ainda como uma rede que é lançada ao mar e apanha toda sorte de peixes.
48 Quando está cheia, os pescadores a puxam para a praia. Então assentam-se e juntam os peixes bons em cestos, mas jogam fora os ruins.
49 Assim acontecerá no fim desta era. Os anjos virão, separarão os perversos dos justos
50 e lançarão aqueles na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes".
51 Então perguntou Jesus: "Vocês entenderam todas essas coisas?"
"Sim", responderam eles.
52 Ele lhes disse: "Por isso, todo mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas".

Um profeta sem honra

53 Quando acabou de contar essas parábolas, Jesus saiu dali.
54 Chegando à sua cidade, começou a ensinar o povo na sinagoga. Todos ficaram admirados e perguntavam: "De onde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes milagrosos?
55 Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
56 Não estão conosco todas as suas irmãs? De onde, pois, ele obteve todas essas coisas?"
57 E ficavam escandalizados por causa dele.
Mas Jesus lhes disse: "Só em sua própria terra e em sua própria casa é que um profeta não tem honra".
58 E não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles

sábado, 15 de novembro de 2014

ROMANOS--7--MARCOS--9

Libertados da lei

1 Meus irmãos, falo a vocês como a pessoas que conhecem a lei. Acaso vocês não sabem que a lei tem autoridade sobre alguém apenas enquanto ele vive?
2 Por exemplo, pela lei a mulher casada está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei do casamento.
3 Por isso, se ela se casar com outro homem enquanto seu marido ainda estiver vivo, será considerada adúltera. Mas, se o marido morrer, ela estará livre daquela lei e, mesmo que venha a se casar com outro homem, não será adúltera.
4 Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a Lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que venhamos a dar fruto para Deus.

1 E lhes disse: "Garanto que alguns dos que aqui estão de modo nenhum experimentarão a morte, antes de verem o Reino de Deus vindo com poder".

Jesus transfigura-se

2 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou a um alto monte, onde ficaram a sós. Ali ele foi transfigurado diante deles.
3 Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las.
4 E apareceram diante deles Elias e Moisés, os quais conversavam com Jesus.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

oração perdoa jesus

Senhor jesus mim cobre com teu sangue mim livra de todo mal.
Senhor jesus mim lava em suas águas o senhor tira todo mal.
O Deus amado Deus de Abrão tenha compaixão de mim livra;
Minha alma de todo mal das maldades do mundo ó Deus.
Tenha compaixão de mim ó senhor Jesus olhe para mim.
Jesus amado mim perdoe, perdoa meus erros senhor.
Vem ater mim ó Deus por amor de jesus o pai mim faz nova.
Criatura na tua presença o senhor jesus.
Faz minha alma senti-se leve o Deus repousa-me em teus braços
O Deus de Davi vem ate mim, meu pai tão amado sei que esta muito.
Difícil mais eu creio senhor em tua graça o Deus vem salva-me
Vem resgata-me o senhor livra a minha casa minha família.
O Deus mim conceda o dom da graça de ser tua serva o senhor.
A mais humilde o PAI celeste.
O vidro se quebrou e eu estou em cacos o senhor.
Mim socorre mim ajuda mim perdoa senhor jesus.
Jesus ilumina os meus caminhos a minha família;
O senhor envia anjos ao meu caminho senhor vem a mim.
O senhor nós conduz a paz verdadeira jesus amado salvador.
O senhor vem cura as dores da terra do povo de nós o senhor.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

LAMENTAÇÕES=3

1 Eu sou o homem que viu a aflição
trazida pela vara da sua ira.
2 Ele me impeliu e me fez andar na escuridão,
e não na luz;
3 sim, ele voltou sua mão contra mim
vez após vez, o tempo todo.
4 Fez que a minha pele e a minha carne
envelhecessem
e quebrou os meus ossos.
5 Ele me sitiou e me cercou
de amargura e de pesar.
6 Fez-me habitar na escuridão
como os que há muito morreram.
7 Cercou-me de muros,
e não posso escapar;
atou-me a pesadas correntes.
8 Mesmo quando chamo ou grito por socorro,
ele rejeita a minha oração.
9 Ele impediu o meu caminho
com blocos de pedra;
e fez tortuosas as minhas sendas.
10 Como um urso à espreita,
como um leão escondido,
11 arrancou-me do caminho e despedaçou-me,
deixando-me abandonado.
12 Preparou o seu arco
e me fez alvo de suas flechas.
13 Atingiu o meu coração
com flechas de sua aljava.
14 Tornei-me objeto de riso
de todo o meu povo;
nas suas canções
eles zombam de mim o tempo todo.
15 Fez-me comer ervas amargas
e fartou-me de fel.
16 Quebrou os meus dentes com pedras;
e pisoteou-me no pó.
17 Tirou-me a paz;
esqueci-me o que é prosperidade.
18 Por isso, digo: "Meu esplendor já se foi,
bem como tudo o que eu esperava do Senhor".
19 Lembro-me da minha aflição
e do meu delírio,
da minha amargura e do meu pesar.
20 Lembro-me bem disso tudo,
e a minha alma desfalece dentro de mim.
21 Todavia, lembro-me também
do que pode me dar esperança:
22 Graças ao grande amor do Senhor
é que não somos consumidos,
pois as suas misericórdias são inesgotáveis.
23 Renovam-se cada manhã;
grande é a sua fidelidade!
24 Digo a mim mesmo:
A minha porção é o Senhor;
portanto, nele porei a minha esperança.
25 O Senhor é bom para com aqueles
cuja esperança está nele,
para com aqueles que o buscam;
26 é bom esperar tranquilo
pela salvação do Senhor.
27 É bom que o homem suporte o jugo
enquanto é jovem.
28 Leve-o sozinho e em silêncio,
porque o Senhor o pôs sobre ele.
29 Ponha o seu rosto no pó;
talvez ainda haja esperança.
30 Ofereça o rosto a quem o quer ferir,
e engula a desonra.
31 Porque o Senhor
não o desprezará para sempre.
32 Embora ele traga tristeza,
mostrará compaixão,
tão grande é o seu amor infalível.
33 Porque não é do seu agrado trazer aflição
e tristeza aos filhos dos homens,
34 esmagar com os pés
todos os prisioneiros da terra,
35 negar a alguém os seus direitos,
enfrentando o Altíssimo,
36 impedir a alguém o acesso à justiça;
não veria o Senhor tais coisas?
37 Quem poderá falar e fazer acontecer,
se o Senhor não o tiver decretado?
38 Não é da boca do Altíssimo que vêm
tanto as desgraças como as bênçãos?
39 Como pode um homem reclamar
quando é punido por seus pecados?
40 Examinemos e coloquemos à prova
os nossos caminhos
e depois voltemos ao Senhor.
41 Levantemos o coração e as mãos
para Deus, que está nos céus, e digamos:
42 "Pecamos e nos rebelamos,
e tu não nos perdoaste.
43 Tu te cobriste de ira e nos perseguiste,
massacraste-nos sem piedade.
44 Tu te escondeste atrás de uma nuvem
para que nenhuma oração chegasse a ti.
45 Tu nos tornaste escória
e refugo entre as nações.
46 Todos os nossos inimigos
escancaram a boca contra nós.
47 Sofremos terror e ciladas,
ruína e destruição".
48 Rios de lágrimas correm dos meus olhos
porque o meu povo foi destruído.
49 Meus olhos choram sem parar,
sem nenhum descanso,
50 até que o Senhor contemple dos céus
e veja.
51 O que eu enxergo enche-me a alma
de tristeza,
de pena de todas as mulheres da minha cidade.
52 Aqueles que, sem motivo,
eram meus inimigos
caçaram-me como a um passarinho.
53 Procuraram fazer minha vida
acabar na cova
e me jogaram pedras;
54 as águas me encobriram a cabeça,
e cheguei a pensar
que o fim de tudo tinha chegado.
55 Clamei pelo teu nome, Senhor,
das profundezas da cova.
56 Tu ouviste o meu clamor:
"Não feches os teus ouvidos
aos meus gritos de socorro".
57 Tu te aproximaste quando a ti clamei,
e disseste: "Não tenha medo".
58 Senhor, tu assumiste a minha causa;
e redimiste a minha vida.
59 Tu tens visto, Senhor,
o mal que me tem sido feito.
Toma a teu cargo a minha causa!
60 Tu viste como é terrível a vingança deles,
todas as suas ciladas contra mim.
61 Senhor, tu ouviste os seus insultos,
todas as suas ciladas contra mim,
62 aquilo que os meus inimigos sussurram
e murmuram o tempo todo contra mim.
63 Olha para eles! Sentados ou em pé,
zombam de mim com as suas canções.
64 Dá-lhes o que merecem, Senhor,
conforme o que as suas mãos têm feito.
65 Coloca um véu sobre os seus corações
e esteja a tua maldição sobre eles.
66 Persegue-os com fúria e elimina-os
de debaixo dos teus céus, ó Senhor.

sábado, 8 de novembro de 2014

APOCALIPSE-10- TIAGO-5

O anjo e o pequeno livro

1 Então vi outro anjo poderoso, que descia dos céus. Ele estava envolto numa nuvem, e havia um arco-íris acima de sua cabeça. Sua face era como o sol, e suas pernas eram como colunas de fogo.
2 Ele segurava um livrinho, que estava aberto em sua mão. Colocou o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra,
3 e deu um alto brado, como o rugido de um leão. Quando ele bradou, os sete trovões falaram.
4 Logo que os sete trovões falaram, eu estava prestes a escrever, mas ouvi uma voz dos céus, que disse: "Sele o que disseram os sete trovões, mas não o escreva".
5 Então o anjo que eu tinha visto em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu
6 e jurou por aquele que vive para todo o sempre, que criou os céus e tudo o que neles há, a terra e tudo o que nela há, e o mar e tudo o que nele há, dizendo: "Não haverá mais demora!
7 Mas, nos dias em que o sétimo anjo estiver para tocar sua trombeta, vai cumprir-se o mistério de Deus, como ele o anunciou aos seus servos, os profetas".
8 Depois falou comigo mais uma vez a voz que eu tinha ouvido falar dos céus: "Vá, pegue o livro aberto que está na mão do anjo que se encontra em pé sobre o mar e sobre a terra".
9 Assim me aproximei do anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Ele me disse: "Pegue-o e coma-o! Ele será amargo em seu estômago, mas em sua boca será doce como mel".
10 Peguei o livrinho da mão do anjo e o comi. Ele me pareceu doce como mel em minha boca; mas, ao comê-lo, senti que o meu estômago ficou amargo.
11 Então me foi dito: "É preciso que você profetize de novo acerca de muitos povos, nações, línguas e reis".
  Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a desgraça que virá sobre vocês.
2 A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas.
3 O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo devorará a sua carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias.
4 Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos.
5 Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate.
6 Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência.
7 Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera.
8 Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima.
9 Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas!
10 Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento.
11 Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia.
12 Sobretudo, meus irmãos, não jurem, nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Seja o sim de vocês, sim, e o não, não, para que não caiam em condenação.
13 Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores.
14 Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor.
15 A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E, se houver cometido pecados, ele será perdoado.
16 Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.
17 Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio.
18 Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos.
19 Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta,
20 lembrem-se disto: Quem converte um pecador do erro do seu caminho salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados.